Os clubes brasileiros registraram saldo positivo de aproximadamente US$ 85 milhões no período de transferências internacionais analisado pela FIFA. O país recebeu cerca de US$ 212 milhões em operações com o exterior e desembolsou US$ 127 milhões, segundo o recorte divulgado pela imprensa a partir dos dados da FIFA.
Em reais, os valores correspondem a uma receita bruta estimada em R$ 1,08 bilhão, despesas de R$ 648,5 milhões e superávit de cerca de R$ 431,5 milhões. Assim, o montante próximo de R$ 1,1 bilhão se refere à receita bruta das transferências de saída, e não ao saldo positivo das operações, estimado em R$ 431,5 milhões.
O desempenho brasileiro ocorreu em uma janela que estabeleceu recorde global. A FIFA informou que o futebol masculino movimentou mais de US$ 9,89 bilhões em taxas de transferências entre 1º de junho e 2 de setembro de 2026. O valor foi 1,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Portugal lidera destinos; Inglaterra mais investe
No levantamento sobre os clubes do Brasil, foram registrados 525 movimentos de saída e 318 de entrada. Portugal apareceu como o principal destino dos atletas que deixaram equipes brasileiras, com 117 registros, à frente de Tailândia, com 38, e Malta, com 26.
Já a Inglaterra foi o país que mais pagou por jogadores vinculados a clubes brasileiros no período, com US$ 57,3 milhões em transferências.
Os registros de saída, porém, não devem ser tratados automaticamente como vendas definitivas. A base internacional da FIFA reúne diferentes tipos de movimentação, como transferências permanentes, empréstimos, retornos de empréstimo e atletas sem contrato. Por isso, a quantidade de operações não equivale necessariamente ao número de jogadores vendidos.
Mais de 12,5 mil transferências no mundo
A FIFA classificou o período como recorde também em volume de negociações internacionais, com mais de 12.500 transferências registradas no futebol masculino. No detalhamento publicado por veículos brasileiros, havia 11.968 operações concluídas e outras 607 ainda pendentes quando os dados foram divulgados.
Os números internacionais também têm um recorte diferente do calendário nacional. A análise da FIFA foi encerrada em 2 de setembro, enquanto a segunda janela de transferências do futebol brasileiro permaneceu aberta até 11 de setembro. Dessa forma, o balanço não necessariamente contempla todas as operações realizadas por clubes do país até o fechamento da janela brasileira.